Olá, amigos dedicados que fazem a diferença na vida de tantas pessoas! Você, que atua como conselheiro de reabilitação para pessoas com deficiência, sabe melhor do que ninguém a intensidade e a beleza dessa profissão.
É um trabalho de coração, que exige empatia, resiliência e uma capacidade imensa de se doar. Mas, sejamos honestos, essa entrega diária cobra um preço, não é mesmo?

Eu, observando de perto e conversando com muitos de vocês, percebo que o estresse ocupacional é uma realidade constante, uma sombra que pode minar até a mais nobre das missões.
A pressão de lidar com expectativas, burocracias e, principalmente, com as complexas emoções de seus pacientes e suas famílias, pode ser esmagadora. É por isso que, mais do que nunca, precisamos falar sobre o autocuidado e estratégias eficazes para gerenciar essa carga.
A saúde mental no ambiente de trabalho é um tema que tem ganhado a atenção que merece globalmente, e para profissionais como vocês, que se doam tanto, é vital.
Ninguém consegue derramar de um copo vazio, certo? É hora de recarregar as energias e encontrar o equilíbrio para continuar inspirando e transformando vidas.
Vamos juntos descobrir as melhores estratégias para gerenciar o estresse e manter a paixão pela sua nobre profissão!
Reconhecendo os Sinais: Seu Corpo Fala
Ouvindo o Corpo: Os Primeiros Alarmes de Estresse
Ah, meus queridos, essa é uma verdade que muitas vezes ignoramos: nosso corpo é um mensageiro incrível, mas teimoso! Ele nos dá avisos, sutis no começo, mas que vão se tornando cada vez mais urgentes se a gente não prestar atenção.
Dores de cabeça que insistem em aparecer no final do dia, aquela dorzinha chata no pescoço ou nos ombros que não vai embora nem com massagem, o cansaço que não é resolvido por uma noite de sono, e até problemas digestivos…
eu mesma já passei por isso, achando que era “normal” sentir-me exausta, com uma energia que parecia escoar pelos meus pés ao final de cada semana. Ignorar esses sinais é como desligar o alarme de fumaça: a gente pode até ter um momento de paz, mas o problema continua lá, aumentando, e o preço a pagar pode ser bem alto.
Lembro-me de uma fase em que negligenciei completamente meu sono e alimentação, e o resultado foi uma baixa imunidade que me deixou doente com frequência, afetando não só minha vida pessoal, mas também a qualidade do meu trabalho.
É fundamental desenvolver a autoconsciência para perceber quando o corpo está dizendo “pare um pouco, eu preciso de atenção”. É um ato de amor próprio e de responsabilidade com a nossa saúde, que reflete diretamente na nossa capacidade de cuidar do outro.
O Impacto Emocional Silencioso: Não Ignore os Sentimentos
Para além do corpo, nossa mente e coração também dão sinais claros de sobrecarga. Quem nunca sentiu aquela irritabilidade crescente, mesmo com coisas pequenas que antes não incomodavam?
Ou uma ansiedade constante, aquela sensação de que algo ruim vai acontecer a qualquer momento? A desmotivação, mesmo por algo que antes nos dava prazer, também é um alerta.
Eu já me peguei sentindo uma pontinha de ceticismo ou até mesmo um cansaço emocional tão profundo que a vontade de sorrir para a próxima família que chegava na sala de atendimento era um esforço hercúleo.
E olha que eu amo o que faço! Esses sentimentos, quando negligenciados, podem se tornar uma barreira entre nós e a nossa paixão pela profissão. É como se construíssemos um muro, tijolo por tijolo, que nos isola da empatia e da conexão que são tão essenciais no nosso trabalho.
Não se culpe por sentir isso; é uma resposta humana ao estresse prolongado. O importante é reconhecer esses sentimentos, validá-los e buscar formas saudáveis de processá-los, seja conversando com alguém de confiança ou procurando ajuda profissional.
Estratégias Práticas para o Dia a Dia Agitado
Gerenciamento do Tempo: Aliado na Redução da Pressão
Sei que a rotina de um conselheiro de reabilitação é uma loucura, com mil coisas acontecendo ao mesmo tempo, urgências que surgem do nada e uma lista de tarefas que parece não ter fim.
É fácil sentir que estamos apenas “apagando incêndios” o tempo todo, correndo de um lado para o outro sem conseguir respirar. Mas acreditem, amigos, um bom gerenciamento de tempo não é um luxo, é uma necessidade!
Eu aprendi na prática que, se não sou eu quem organiza o meu dia, ele simplesmente se organiza sozinho, e geralmente da pior forma possível. Comecei a usar a técnica de separar blocos de tempo para diferentes tipos de tarefas: um horário para atender pacientes, outro para a papelada, um para responder e-mails e telefonemas.
Parece simples, mas a disciplina de seguir essa estrutura me deu um controle que antes eu não tinha. Comecei a me sentir menos sobrecarregada, mais focada e, principalmente, com a sensação de que estava, de fato, dando conta do recado, e não apenas correndo atrás do prejuízo.
Experimentem! Não precisa ser perfeito desde o início, mas a cada dia vocês verão a diferença.
Pausas Estratégicas: Respire, Recupere, Recomece
Essa dica pode parecer contraintuitiva para quem já se sente sem tempo, mas é uma das mais poderosas: faça pausas! E não estou falando daquela pausa para o almoço apressado enquanto revisa documentos.
Falo de pausas *estratégicas*, curtas, mas intencionais. Um cafezinho sem pressa, cinco minutos para olhar pela janela e respirar fundo, uma rápida caminhada até o bebedouro para esticar as pernas.
Meu segredo? Eu coloco alarmes no celular para me lembrar de levantar da cadeira a cada hora e dar uma pequena volta. É incrível como apenas cinco minutos longe da tela ou do paciente podem arejar a mente, clarear as ideias e renovar a energia.
Volto para a próxima tarefa com uma perspectiva nova, menos saturada. Essas pequenas interrupções não roubam tempo; elas o *otimizam*, aumentando a sua produtividade e, mais importante, diminuindo a carga mental.
É como dar um mini “reset” no cérebro, permitindo que você continue o dia com mais vigor e clareza.
A Técnica do “Desligar”: Deixe o Trabalho no Trabalho
Ah, essa é a mais difícil para muitos de nós, confesso. Chegar em casa e continuar com a cabeça no trabalho, pensando nos casos, nas burocracias, nas preocupações dos pacientes…
é exaustivo e impede que a gente realmente descanse. A “técnica do desligar” é sobre criar uma barreira clara entre o seu eu profissional e o seu eu pessoal.
Para mim, isso começou com um ritual simples: ao sair do escritório, eu fecho o meu notebook, coloco o celular no modo silencioso para não ser tentada a verificar e-mails e, no caminho para casa, tento focar em outras coisas.
Pode ser ouvir uma música que eu gosto, prestar atenção nas pessoas na rua, ou simplesmente apreciar a paisagem. Ao cruzar a porta de casa, o trabalho fica lá fora.
É um exercício diário, e nem sempre consigo com 100% de sucesso, mas a intenção e a prática fazem toda a diferença. Direcionar a energia para a família, para um hobby, para um bom livro, é fundamental para recarregar as baterias.
Sem esse “desligamento”, a exaustão se acumula e mina nossa capacidade de estar presente para aqueles que amamos, e até para nós mesmos.
A Força do Coletivo: Networking e Apoio Mútuo
Criando uma Rede de Suporte: Você Não Está Sozinho
Nós, conselheiros de reabilitação, muitas vezes carregamos um peso enorme, e às vezes, parece que estamos sozinhos nessa jornada. Lidamos com histórias complexas, desafios burocráticos e a responsabilidade de guiar pessoas em momentos vulneráveis de suas vidas.
Mas a verdade é que não precisamos (e nem devemos!) carregar tudo isso sozinhos. Minha experiência me mostrou o quão transformador é ter uma rede de apoio.
Seja participando de grupos de discussão online, associações profissionais da nossa área, ou simplesmente cultivando amizades com colegas de profissão, o contato com quem entende a nossa realidade é um bálsamo.
Lembro-me de uma situação particularmente desafiadora em que me senti completamente perdida e sobrecarregada; liguei para uma colega que confiava e, apenas de ouvir suas palavras de encorajamento e saber que ela já havia passado por algo parecido, o peso nos meus ombros diminuiu consideravelmente.
Essa troca nos faz perceber que as dificuldades que enfrentamos não são exclusivas, e que juntos podemos encontrar soluções ou, pelo menos, compartilhar o fardo.
Compartilhando Experiências: Aliviando o Peso Juntos
Não é apenas sobre ter pessoas por perto, é sobre a qualidade dessa interação. Compartilhar abertamente as nossas experiências, tanto os sucessos quanto os fracassos, os dilemas éticos, as frustrações com o sistema, é incrivelmente libertador.
É uma catarse. Quando falamos sobre o que nos aflige, recebemos não só a validação de que nossos sentimentos são normais, mas também perspectivas diferentes e sugestões valiosas.
Eu já participei de encontros em que, ao final da conversa, todos saíamos com a sensação de termos tirado um peso das costas, além de algumas ideias brilhantes para aplicar no dia a dia.
É nesse intercâmbio que a gente aprende novas técnicas, descobre recursos que não conhecia e, o mais importante, se sente compreendido. Aquele sentimento de “estou enlouquecendo, só eu passo por isso?” se dissipa, e dá lugar à solidariedade e à sensação de pertencimento.
Buscar esses espaços de troca não é sinal de fraqueza, mas de inteligência emocional e de um desejo genuíno de crescer e cuidar de si mesmo.
Transformando Desafios em Oportunidades de Crescimento
Aprendendo com a Adversidade: Resiliência em Ação
A nossa profissão, por natureza, nos coloca frente a frente com a adversidade constantemente. Seja a burocracia interminável, a falta de recursos, a dificuldade em lidar com expectativas irrealistas ou a complexidade de casos que parecem não ter solução.
É fácil desanimar e ver esses obstáculos apenas como fontes de estresse. No entanto, eu aprendi, ao longo dos anos, que cada desafio, por mais difícil que pareça, carrega consigo uma semente de aprendizado e crescimento.
É nos momentos mais apertados que somos forçados a ser mais criativos, a buscar novas abordagens, a aprimorar nossas habilidades de comunicação e negociação.
Eu me recordo de um caso em que esgotamos todas as vias tradicionais para ajudar um paciente, e foi justamente essa limitação que nos impulsionou a pensar “fora da caixa”, a buscar parcerias inusitadas e, no fim, a encontrar uma solução inovadora que beneficiou não só aquele indivíduo, mas também serviu de modelo para outros.
Desenvolver a resiliência é essa capacidade de dobrar-se, mas não quebrar, de aprender com o que não deu certo e de sair mais forte e mais sábio de cada experiência.
Pequenas Vitórias, Grande Motivação: Celebrando o Progresso
No meio de tantos desafios e da rotina intensa, é muito fácil focar apenas nos problemas e nas metas grandiosas que ainda não foram alcançadas. Acabamos nos esquecendo de celebrar as pequenas conquistas diárias, tanto as nossas quanto as dos nossos pacientes.
Mas são essas “pequenas vitórias” que alimentam nossa alma e nos dão a energia para seguir em frente. Lembro-me de um período em que me sentia particularmente desmotivada.
Decidi, então, criar um “diário das boas notícias” (mentalmente, claro, porque papel e caneta nem sempre são práticos!). Nele, eu anotava – ou simplesmente relembrava – cada pequeno avanço: um sorriso de um paciente, uma família que conseguiu entender melhor o processo, um documento que foi aprovado sem percalços, ou até mesmo um dia em que consegui cumprir todas as minhas tarefas sem atrasos.
Esse exercício simples me ajudou a reorientar meu olhar, a perceber que, sim, havia muito progresso acontecendo, e que meu trabalho fazia, sim, a diferença.
Celebrar esses momentos não é vaidade, é uma estratégia poderosa para manter a motivação e a paixão acesas, e um lembrete constante do impacto positivo que causamos na vida das pessoas.
O Poder do “Não”: Estabelecendo Limites Saudáveis
Protegendo Seu Espaço Pessoal e Profissional
Sei que, na nossa área, a vontade de ajudar é imensa, e muitas vezes nos sentimos na obrigação de dizer “sim” a tudo e a todos. Pedidos de última hora, tarefas extras que surgem sem aviso, a dificuldade de delegar…
tudo isso pode nos levar a uma sobrecarga que, a longo prazo, é insustentável. Eu mesma já me vi aceitando compromissos que sabia que não conseguiria cumprir com a qualidade que desejava, apenas para não “desapontar”.
O resultado? Estresse, frustração e, muitas vezes, a sensação de que não estava fazendo um bom trabalho em nada. Aprender a dizer “não” é uma das habilidades mais importantes que um profissional da nossa área pode desenvolver.
Não é sobre ser egoísta, mas sobre ser *responsável* com sua própria capacidade e com a qualidade do seu trabalho. É proteger seu tempo, sua energia e seu espaço mental, para que você possa se dedicar de verdade às coisas que realmente importam.
Dizer “Não” sem Culpa: Priorizando Seu Bem-Estar
A culpa é um sentimento traiçoeiro que muitas vezes nos acompanha quando tentamos estabelecer limites. “Será que estou sendo insensível?”, “Vão pensar que sou preguiçoso?”, “E se essa for a única chance de ajudar?”.
Esses pensamentos são comuns, mas precisamos internalizar que cuidar de nós mesmos não é um luxo, é uma premissa para que possamos continuar cuidando dos outros.
Direi novamente: ninguém consegue derramar de um copo vazio. Dizer “não” a um compromisso adicional significa dizer “sim” à sua saúde, à sua família, ao seu descanso.
E isso não só te beneficia, mas também os pacientes que você atende, pois você estará mais presente, mais focado e com mais energia para oferecer o seu melhor.
Aprender a comunicar o “não” de forma gentil, mas firme, explicando que você precisa gerenciar suas prioridades para manter a qualidade do seu serviço, é uma arte que vale a pena dominar.
No final das contas, você estará mostrando que se valoriza, e isso é um exemplo poderoso para todos ao seu redor.
Autocuidado Além do Básico: Pequenos Gestos, Grandes Impactos
Rotinas de Relaxamento: Encontre o Seu Refúgio
Quando falamos de autocuidado, muitas vezes pensamos em grandes viagens ou em terapias caras. E sim, isso é válido! Mas o autocuidado mais eficaz e sustentável, aquele que realmente faz a diferença no dia a dia, está nos pequenos ritos, nas rotinas que nos oferecem um refúgio e nos permitem descompressar.
Para mim, pode ser um chá quentinho no final do dia, com uma música suave, ou até mesmo cinco minutos de meditação guiada que encontro facilmente no YouTube.
Para você, pode ser ler um capítulo de um livro, praticar um hobby que você adora – pintar, tocar um instrumento, cuidar das plantas. O importante é que seja algo que te desconecte do trabalho e te conecte com você mesmo, que te traga uma sensação de paz e prazer genuínos.
Essas são as suas “válvulas de escape”, essenciais para liberar a tensão acumulada. Descubra o que realmente funciona para você, o que acalma sua alma e energiza seu espírito, e faça disso um compromisso diário.
Nutrição e Movimento: Combustível para o Corpo e Mente
Não tem jeito, pessoal, somos o que comemos e como nos movemos! Eu sei que a correria nos leva a beliscar qualquer coisa, a pular refeições ou a comer de forma apressada e pouco nutritiva.
E a atividade física? Ah, essa é a primeira a ser cortada da agenda quando o tempo aperta. Mas a verdade é que nossa alimentação e nosso movimento são o combustível para o corpo e para a mente.
Quando estou bem alimentada, com refeições equilibradas e água suficiente, percebo uma melhora enorme na minha concentração, no meu humor e na minha resistência ao estresse.
E a atividade física, mesmo que seja uma caminhada de 30 minutos, é um verdadeiro “remédio natural” para a ansiedade e para liberar as tensões. Não precisa se tornar um atleta olímpico!
Comece pequeno: troque o elevador pela escada, estacione um pouco mais longe, prepare lanches saudáveis para levar ao trabalho. Cada pequena mudança é um investimento enorme na sua saúde física e mental, e isso se reflete diretamente na sua capacidade de ser um profissional incrível.
O Sono Reparador: A Base de Tudo
Essa é a base, a fundação para tudo o mais. O sono! Quem nunca se sentiu irritado, com a memória falhando e sem paciência depois de uma noite mal dormida?
O sono reparador não é um luxo; é uma necessidade biológica fundamental. É durante o sono que nosso corpo se repara, nossa mente organiza as informações do dia e as emoções são processadas.
Negligenciar o sono é como tentar construir uma casa sem alicerces: uma hora ela desmorona. Minha dica para uma boa higiene do sono é criar um ritual antes de dormir: desligar telas pelo menos uma hora antes, evitar cafeína à noite, tomar um banho morno, ler um livro ou ouvir uma música relaxante.
Tornar o quarto um santuário de descanso, escuro e silencioso, também ajuda muito. Eu mesma senti uma melhora gigantesca em minha qualidade de vida e na minha performance profissional quando comecei a priorizar minhas horas de sono.
É um investimento que rende frutos em todos os aspectos da sua vida, permitindo que você acorde renovado, mais resiliente e pronto para mais um dia de trabalho inspirador.
| Estressor Comum | Sinais (Como se manifesta) | Estratégia de Enfrentamento Rápida |
|---|---|---|
| Sobrecarga de Trabalho | Cansaço extremo, prazos perdidos, irritabilidade constante. | Priorize tarefas (Método Eisenhower), aprenda a delegar, defina limites claros. |
| Lidar com Emoções Intensas (Pacientes/Famílias) | Drenagem emocional, empatia excessiva, sentimento de impotência. | Técnicas de respiração profunda, “pausas de descompressão”, debriefing com colegas. |
| Burocracia e Restrições do Sistema | Frustração, sentimento de impotência, tempo excessivo com papelada. | Busque clareza nos processos, crie templates, organize grupos de discussão para soluções. |
| Falta de Reconhecimento | Desmotivação, sentimento de desvalorização, ceticismo. | Foque nas pequenas vitórias, procure feedback proativamente, celebre suas conquistas pessoais. |
| Conflitos com Colegas/Equipe | Tensão no ambiente de trabalho, comunicação falha, estresse interpessoal. | Comunique-se abertamente, foque em soluções, utilize mediação se necessário. |
Investindo em Você: Educação Continuada e Novos Horizontes
Novas Habilidades, Novas Perspectivas
No nosso campo, a estagnação é o inimigo do entusiasmo. O mundo da reabilitação está em constante evolução, com novas pesquisas, técnicas e abordagens surgindo a todo momento.
E eu percebo que, para manter a chama da paixão acesa e combater o estresse que pode vir da rotina, investir em educação continuada é um dos melhores caminhos.
Não é só sobre cumprir créditos ou ter mais um certificado na parede. É sobre a curiosidade de aprender algo novo, de expandir seus horizontes e de trazer ferramentas frescas para sua prática diária.
Quando eu me inscrevo em um workshop, ou começo um curso online sobre uma nova abordagem terapêutica, sinto uma renovação de energia. É como se eu me reconectasse com a parte “estudante” de mim mesma, aquela que é ávida por conhecimento.
E essa sensação de estar em constante crescimento, de sempre ter algo novo para aplicar, não só me torna uma profissional mais competente, mas também me blinda contra a monotonia e o esgotamento.
É um investimento em você, no seu bem-estar e na sua carreira.
Mentorias e Desenvolvimento Profissional: Cresça Constantemente
Ter um mentor, ou ser um mentor, é uma das experiências mais ricas que podemos ter em nossa trajetória profissional. Eu tive a sorte de ter mentores incríveis no início da minha carreira, pessoas que me guiaram, me deram conselhos valiosos e me ajudaram a navegar por situações complexas.
A sabedoria e a experiência de alguém que já trilhou o caminho que estamos começando a percorrer são inestimáveis. E o mais legal é que essa troca é de mão dupla: mesmo como mentor, ao orientar alguém, eu acabo aprendendo e revisitando conceitos, o que me ajuda a solidificar meu próprio conhecimento.
Participar de programas de desenvolvimento profissional, sejam eles formais ou informais, nos conecta com outros profissionais, nos expõe a diferentes realidades e nos força a refletir sobre a nossa própria prática.
Isso evita que a gente se sinta isolado ou que caia na armadilha de achar que “já sabe tudo”. O crescimento profissional contínuo é um antídoto poderoso contra o estresse, pois nos dá a sensação de propósito, de evolução e de que estamos sempre em movimento, aprimorando a nobre missão de ajudar os outros.
Para Concluir
Meus queridos amigos, chegamos ao fim de uma jornada de reflexão sobre como podemos, e devemos, cuidar de nós mesmos em uma profissão tão exigente e gratificante como a nossa. Lembrem-se que não estamos sozinhos nessa, e que a força para continuar reside não apenas em nossa paixão por ajudar, mas também em nossa capacidade de nos priorizarmos. As estratégias que exploramos aqui não são luxos, mas sim ferramentas essenciais para mantermos nossa saúde física e mental em dia. Permitam-se ser gentis com vocês mesmos, afinal, vocês dedicam suas vidas a serem gentis com os outros. Espero que este post inspire cada um de vocês a implementar pequenas, mas poderosas mudanças em suas rotinas, colhendo os frutos de um bem-estar duradouro e uma carreira ainda mais plena. Seu corpo e sua mente agradecerão!
Informações Úteis para o Seu Dia a Dia
1.
Crie um “Ritual de Desligamento”: Ao sair do trabalho, adote um pequeno ritual para sinalizar ao seu cérebro que o expediente acabou. Pode ser ouvir sua música favorita, praticar alguns minutos de atenção plena no caminho para casa ou simplesmente mudar de roupa assim que chegar. Isso ajuda a separar o profissional do pessoal e a reduzir a ruminação sobre o trabalho.
2.
Diário de Gratidão: Dedique cinco minutos antes de dormir para anotar (ou mentalizar) três coisas pelas quais você é grato naquele dia. Não precisa ser algo grandioso; pode ser um cafezinho gostoso, um elogio de um colega ou o sorriso de um paciente. Essa prática simples ajuda a reorientar seu foco para o positivo, diminuindo a ansiedade e promovendo um sono mais tranquilo.
3.
Explore Novos Hobbies: Ter uma válvula de escape fora do trabalho é crucial. Procure algo que você sempre quis aprender ou retomar: um instrumento musical, aulas de pintura, jardinagem, cozinhar novas receitas. Essas atividades não só proporcionam prazer, mas também estimulam diferentes áreas do cérebro, aliviando o estresse e renovando a criatividade. É como dar férias para a sua mente!
4.
Movimente-se de Formas Divertidas: Esqueça a academia se ela não te agrada! Procure atividades físicas que você realmente goste: dançar, caminhar por um parque bonito, jogar um esporte com amigos, praticar yoga online. O importante é encontrar prazer no movimento, transformando-o em um momento de autocuidado, e não em mais uma obrigação. Mesmo 15 minutos fazem uma enorme diferença na sua energia e humor.
5.
Conecte-se Significativamente: Em vez de apenas navegar nas redes sociais, invista em conexões reais. Ligue para um amigo ou familiar que você não vê há um tempo, marque um café com um colega para conversar sobre amenidades, participe de um grupo comunitário. O senso de pertencimento e as interações humanas genuínas são poderosos antídotos contra o estresse e o esgotamento, nutrindo sua alma de formas que a tela nunca conseguirá.
Importantes Lições para Levar Consigo
A jornada do autocuidado é contínua e profundamente pessoal. Primeiramente, reconheça que seu corpo e mente são seus melhores aliados, sempre enviando sinais importantes sobre seu bem-estar; ignorá-los é um risco. Em segundo lugar, a organização do tempo e as pausas estratégicas não são perda de tempo, mas sim investimentos inteligentes em sua produtividade e saúde mental. Por fim, lembre-se que você não precisa carregar o mundo sozinho; construir uma rede de apoio e aprender a dizer ‘não’ são atos de coragem e autoconservação. Investir em si mesmo, seja através de novos aprendizados ou simplesmente dedicando tempo ao descanso reparador, é a base para uma vida profissional e pessoal mais equilibrada e feliz. Cuide-se para poder continuar cuidando tão bem dos outros!
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: Como posso gerenciar a exaustão emocional que sinto com frequência na minha rotina de conselheiro de reabilitação?
R: Ah, essa exaustão emocional… Quem nunca sentiu, não é mesmo? Eu mesma, observando e conversando com muitos de vocês, percebo que é um dos maiores desafios dessa nossa jornada.
É como se a gente absorvesse um pouco de cada história, e isso, com o tempo, vai pesando. Minha dica principal, que tenho visto funcionar e que experimentei de perto, é o estabelecimento de limites claros.
Parece simples, mas é vital aprender a dizer ‘não’ às vezes ou a limitar o tempo dedicado a certos casos mais demandantes, por mais difícil que pareça.
Lembre-se, você não pode ajudar ninguém de verdade se estiver completamente esgotado, com o copo vazio. Além disso, buscar um colega de confiança ou um supervisor para desabafar, para ‘despejar’ um pouco do peso que carregamos, faz uma diferença enorme.
Não guarde tudo para você! E o mais importante: permita-se sentir. Não há problema em se sentir triste, frustrado ou até com raiva às vezes.
O importante é não deixar que essas emoções te dominem sem um espaço para processá-las. Se a exaustão estiver persistente, por favor, não hesite em procurar apoio psicológico.
Um bom terapeuta pode oferecer ferramentas valiosas e um espaço seguro para você se reequilibrar. É um investimento na sua principal ferramenta de trabalho: você mesmo!
P: Quais são as estratégias práticas de autocuidado que realmente funcionam para nossa profissão, que é tão exigente emocionalmente?
R: Essa é a pergunta de um milhão de euros, não é? Rsrsrs. Eu experimentei e ouvi de muitos colegas que algumas coisas são verdadeiros salva-vidas, e olha que não são nada de outro mundo!
Começar o dia com cinco minutinhos de respiração profunda ou uma pequena meditação pode mudar o tom das suas horas seguintes. Parece pouco, mas eu percebi uma grande diferença no meu dia a dia, é como um pequeno ‘reset’.
Outra coisa que funciona maravilhosamente bem é a atividade física. Não precisa ser maratona! Uma caminhada rápida no quarteirão, alguns alongamentos, dançar sua música favorita na sala…
Qualquer coisa que movimente o corpo libera endorfinas e dá um ‘reset’ na mente. E, claro, ter um tempo para algo que não tenha nada a ver com o trabalho é crucial.
Ler um livro, pintar, cozinhar, jardinagem… Algo que te desconecte e recarregue suas energias. Eu, por exemplo, adoro cozinhar pratos novos e isso me tira completamente da rotina, me faz focar em outra coisa.
Conectar-se com amigos e familiares sobre outros assuntos que não sejam trabalho, rir, conversar bobagens, sentir o carinho de quem te ama, também nos lembra que somos mais do que a nossa profissão.
E, por favor, priorize seu sono! É tentador sacrificar algumas horas, mas a longo prazo, isso só aumenta o estresse. Seu corpo e sua mente agradecem um bom descanso.
P: Como posso manter a paixão pelo meu trabalho e evitar o esgotamento a longo prazo, sendo que lidamos com situações tão desafiadoras?
R: Manter essa chama acesa é o que nos faz seguir em frente, né? Mas a gente sabe que ela pode vacilar, especialmente diante de tantos desafios. Para evitar o esgotamento e manter a paixão, uma das coisas mais eficazes que percebo é se reconectar com o seu “porquê”.
Lembrar-se do motivo pelo qual você escolheu essa profissão. Aqueles momentos de sucesso, a gratidão dos pacientes, as pequenas vitórias que você ajuda a construir.
Eu, pessoalmente, gosto de reler alguns depoimentos ou e-mails de agradecimento que recebi; é um verdadeiro combustível para a alma. Além disso, investir em aprendizado contínuo, como cursos, workshops e congressos, não só te torna mais competente, mas também renova o interesse e a perspectiva sobre o seu campo de atuação.
Sentir-se em constante evolução é um antídoto poderoso contra o marasmo! Ter um mentor ou fazer parte de um grupo de supervisão pode ser incrível; compartilhar experiências, aprender com os mais experientes e receber apoio de quem entende seus desafios é ouro puro.
E, por fim, aprenda a valorizar e celebrar cada pequeno progresso, tanto seu quanto de seus pacientes. Nossos resultados muitas vezes são graduais e subjetivos, então é fundamental reconhecer e celebrar cada passo adiante.
Isso ajuda a ver o impacto real do seu trabalho e a manter a motivação lá no alto!






